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Metodologia

A avaliação da CAPES

O Qualis Periódicos 2021-2024, divulgado pela CAPES em janeiro de 2026, foi a última lista de revistas. Na avaliação do quadriênio 2025-2028 (feita em 2029), a CAPES classifica cada artigo. Cada uma das 50 áreas escolheu um procedimento:

  1. Procedimento 1: indicadores bibliométricos do periódico aplicados ao artigo (estratos A1–A8).
  2. Procedimento 2: indicadores do periódico combinados com indicadores do próprio artigo, como citações e FWCI (A1–A8).
  3. Procedimento 3: leitura qualitativa de uma seleção de artigos (Muito bom a Insuficiente).

Artigos em revistas sem revisão por pares confiável não são classificados.

Cada artigo é avaliado pelos critérios da área do programa de pós-graduação que o publicou. Por isso a mesma revista pode ter posições diferentes em áreas diferentes.

A síntese da revista

A síntese no topo da página de cada revista leva em conta três coisas:

  • Qualis 2021-2024: A1 e A2 contam como bem avaliada; A3 a B1, intermediária; B2 a B5, pouco valorizada; C, abaixo disso.
  • Estimativas 2025-2028 nas áreas que mais publicam na revista (veja abaixo): cada estimativa vale conforme sua posição na escala da área — o terço superior conta como bem avaliada, o seguinte como intermediária, o restante como pouco valorizada. As áreas pesam conforme sua parcela dos artigos.
  • Ressalvas de fontes públicas (veja abaixo).

O resultado é a média do Qualis e das estimativas, quando disponíveis. Cada ressalva rebaixa o resultado em um nível, no máximo dois. Uma restrição (a ressalva mais séria) leva diretamente ao nível com restrição, porque os artigos da revista podem nem ser classificados. Sem Qualis nem estimativa, a síntese fica como dados insuficientes.

Ao abrir uma área na página da revista, a síntese passa a considerar só aquela área: a estimativa pelos critérios dela; sem estimativa, o Qualis 2021-2024 dado pela área; se a área não classificou a revista, o melhor estrato dado por outras áreas, um nível abaixo.

Áreas que mais publicam na revista

Usamos os dados abertos de produção intelectual da CAPES: os artigos que programas de pós-graduação brasileiros publicaram na revista no último quadriênio com dados, por área de avaliação do programa, sem os artigos glosados. Mostramos até cinco áreas com pelo menos 5% e pelo menos 3 desses artigos.

Quando há poucos artigos de programas brasileiros, estimamos as áreas pelos temas dos artigos (classificação da OpenAlex, associada às áreas da CAPES) e, na falta disso, pelas áreas que classificaram a revista no Qualis.

Estimativas 2025-2028

Lemos os documentos de área da CAPES para 2025-2028 e transcrevemos os critérios de cada estrato: percentis de CiteScore, JCR ou SJR, h5, indexação em bases, idade da revista, idioma e outros. Depois aplicamos esses critérios aos indicadores abertos da revista.

  • Cada critério fica como atende, não atende, sem dados abertos ou depende do artigo (citações e FWCI do próprio artigo).
  • A estimativa é o melhor estrato cujos critérios a revista atende. Estratos melhores que não podemos verificar aparecem como possibilidade, não como resultado.
  • Percentis de JCR, CiteScore e SJR não são abertos. Usamos no lugar o percentil de citações médias em 2 anos entre revistas da mesma subárea, e marcamos cada aproximação. Uma revista fora da Scopus não tem CiteScore nem SJR; uma revista fora da Scopus e do núcleo CWTS (Leiden) quase certamente não tem JCR.
  • Áreas que adotaram os procedimentos 1 ou 2 sem publicar cortes próprios seguem a tabela padrão do Documento Referencial da CAPES.
  • Áreas que avaliam só por leitura qualitativa não têm estimativa por revista.

Ressalvas

Reunimos ressalvas de fontes públicas e dos próprios dados, em três níveis:

  • Restrição: descontinuação pela Scopus após reavaliação (desde 2018); queda de A1–A4 para C no Qualis na mesma área; C em todas as áreas em 2021-2024 apesar de bons indicadores.
  • Ressalva: nível X no registro norueguês de periódicos; queda de B1 para C; C em todas as áreas em 2021-2024; descontinuação pela Scopus antes de 2018.
  • Observação, sem efeito na síntese: remoção do DOAJ por não seguir boas práticas, sites clonados da revista, menção no relatório da UERJ sobre revistas predatórias, nível 0 na lista finlandesa, crescimento abrupto do volume de artigos, revista que parou de publicar.

As ressalvas descrevem evidências públicas. Não afirmam que a CAPES excluirá artigos da revista.

Melhores revistas

As listas de melhores revistas brasileiras e de melhores revistas de cada área mostram 25 revistas ativas (com artigos nos últimos dois anos) e sem restrições.

  • Por área: entram as revistas em que a área está entre as que mais publicam — pelo menos 5% dos artigos de programas brasileiros na revista. A ordem segue a estimativa 2025-2028 nos critérios da área e, em empate, o h5. Quando a maioria dessas revistas não tem estimativa (critérios que dependem de dados fechados ou de avaliação qualitativa), a ordem segue o Qualis 2021-2024 dado pela área e o h5.
  • Brasileiras: a ordem segue o nível da síntese de cada revista (bem avaliada, intermediária, pouco valorizada) e, em empate, o h5.
  • Por citações: as mesmas revistas de cada lista, ordenadas pelo h5 e, em empate, pelo percentil de citações na subárea.

O h5 favorece áreas em que se cita mais, como as da saúde. Dentro de uma área isso pesa menos; na lista geral, pesa.

Taxas de publicação em reais

As taxas de publicação (APC) vêm da OpenAlex e do DOAJ, na moeda informada pela revista. Convertemos para reais pela média mensal da cotação PTAX de venda do Banco Central do Brasil — atualmente a de outubro de 2026 (US$ 1 = R$ 5,13). A conversão é feita uma vez, quando a base é gerada, e arredondada (para R$ 10 abaixo de R$ 1.000 e para R$ 50 acima). Quando a revista informa o preço em reais, usamos esse valor; senão, em dólares; senão, em outra moeda cotada pelo Banco Central; e, na falta delas, a estimativa em dólares da OpenAlex.

Limitações

  • Muitas áreas usam o percentil do JCR (Web of Science) ou do CiteScore (Scopus), e outras o h5 do Google Acadêmico. Esses dados não são abertos; nossas aproximações podem divergir dos valores oficiais. O h5 calculado com citações da OpenAlex tende a ser menor que o do Google Acadêmico.
  • No procedimento 2, o estrato final depende das citações do próprio artigo, que só existem depois da publicação.
  • Os documentos de área podem mudar. Conferimos as fontes e atualizamos as regras regularmente, mas confira sempre o documento indicado em cada página de área.
  • As estimativas não são oficiais. A classificação é feita pela CAPES, artigo por artigo, na avaliação de 2029.

Fontes de dados

  • Qualis Periódicos — Plataforma Sucupira (CAPES): planilhas oficiais por área. Carregado em 2026-11-06.
  • Dados Abertos CAPES: produção intelectual dos programas de pós-graduação, 2017-2024.
  • OpenAlex (CC0): publicações, citações, temas, editora, indexação em SciELO/DOAJ/MEDLINE e listas de periódicos de outros países. Atualizado em 2026-11-06.
  • Lista de fontes Scopus (Elsevier): títulos indexados e descontinuados. Versão Sep 2026.
  • DOAJ (CC BY-SA 4.0): acesso aberto, licença, revisão por pares, taxas. Atualizado em 2026-11-06.
  • Banco Central do Brasil: cotações PTAX, para as taxas em reais.
  • Registro norueguês de periódicos (HK-dir), Retraction Watch Hijacked Journal Checker, relatório da UERJ e listas de remoção do DOAJ, para as ressalvas.
  • Documentos de área da CAPES para 2025-2028, indicados em cada página de área.

Base gerada em 2026-11-06.